[Centro de recursos]     [Formação]     [Ateliers]     [e-Revista]     [Início] 

 

 

Ozarfaxinars

e-revista  ISSN 1645-9180

Direção: Jorge Lima   Edição e Coordenação: Fátima Pais

 

[Outros números publicados]

 

 

___54___

Novembro 2015

 

Sensibilização para a Língua Gestual Portuguesa

Susana Silva(*) e Manuel Silva(**)

 

 

Realizou-se em Maio, na Escola Secundária da Boa Nova - Leça da Palmeira, uma sessão de sensibilização para a LGP - Língua Gestual Portuguesa dedicada a pessoal não docente. Reunimos neste número documentos que aí foram explorados nessa sessão.

 

 

A Língua Gestual Portuguesa é a língua da comunidade surda do nosso país, uma língua gestuo-visual com léxico, gramática e sintaxe próprias.

 

 

[Verdades e preconceitos]

A Língua Gestual não é universal, porque cada língua é portadora da cultura das pessoas que a utilizam… A Língua Gestual tem variações regionais e, tal como na Língua Portuguesa, existem dialetos regionais... Deve ser designada como Língua e não como Linguagem Gestual.

 

Imagens da sessão temática

 

 

 

 

[Enquadramento teórico]

No ensino de jovens surdos é do senso comum assumir-se que são apenas alunos que não conseguem ouvir. Na realidade, alunos surdos e ouvintes têm diferentes antecedentes, experiências, historial de comunicação e conhecimentos.

 

 

[Por uma escola inclusiva]

Segundo Gonzalez (2003), o termo integração tem vindo a cair em desuso “pois implica o retorno à corrente principal de alguém que foi previamente excluído” (p.61). Em seu lugar surge o conceito inclusão que, segundo o mesmo autor, “comunica de uma forma mais clara e exata aquilo de que se necessita: que todas as crianças sejam incluídas na vida ativa e social das escolas…” (p.61).

 

 

[Formação e Educação que perspectivas…]

Segundo Durkheim (1952), a educação é a fonte da formação social do indivíduo. Neste sentido deve prepará-lo para a vida, para assim compreender o seu lugar na sociedade. Os jovens surdos, na sua grande maioria, atingem o fim da sua escolaridade, muitas vezes sem o domínio da língua gestual bem estruturada, para além de insuficientes conhecimentos da língua portuguesa (Estanqueiro, 2006).

 

 

[O intérprete de Língua gestual]

Este reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa, levou à necessidade de formar intérpretes de LGP e, consequentemente, à criação da profissão de Intérprete, consagrada na Lei n.º 89/99 de 5 de Julho. De acordo com diploma, que define as condições de acesso e exercício da atividade de intérprete de língua gestual, este é considerado/a um/a profissional que interpreta e traduz a informação da língua gestual para a língua oral ou escrita e vice-versa, utilizando as técnicas de tradução, retroversão e interpretação, adequadas para assegurar a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes.

 

 

[Abecedário em língua gestual]

 

 

Abecedário em língua gestual

 

[Numeração em língua gestual]

 

 

Numeração em língua gestual

 

[Referências bibliográficas]

 

[Para ler mais...]

Silva, S. (2012). Relatório de Estágio do Curso de Licenciatura em Tradução e Interpretação de Língua Gestual Portuguesa. Escola Superior de Educação do Porto, Instituto Politécnico do Porto.

 

 

(*) Assistente técnica da CMM a exercer funções no AE Eng. Fernando Pinto de Oliveira. Licenciada em Tradução e Interpretação em Língua Gestual Portuguesa pela ESE do IPP do Porto.

(**) Assistente técnico a exercer funções na ES da Boa Nova - Leça da Palmeira. Licenciado em Ciências de Educação, Mestre em Temas de Psicologia na área de Psicologia da Orientação Vocacional de Jovens e Adultos pela FPCE da Universidade do Porto. Formador da BFI do CFAE_Matosinhos

 

 

 Agradecemos, desde já, a sua opinião sobre este número - ozarfaxinars@gmail.com

 

 

© CFAE_Matosinhos