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Ozarfaxinars

e-revista  ISSN 1645-9180

Direção: Jorge Lima   Edição e Coordenação: Fátima Pais

 

[Outros números publicados]

 

 

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Dezembro 2016

 

E a Finlândia aqui tão perto...

Uma síntese de Fátima Pais e Jorge Lima

 

 

Numa altura em que o Ministério de Educação está a pôr em prática, com as escolas, o PNPSE - Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, damos início, com este número da OZARFAXINARS, a uma nova linha editorial  que será dedicada a um olhar sobre sistemas educativos capazes de produzirem resultados de aprendizagem de excelência, reconhecidos a nível mundial como ambientes potenciadores de escolas inovadoras.

 

Para começar

 

O sistema educativo finlandês ganhou estatuto de lenda, pelos níveis que ocupa nos rankings de educação a nível mundial, mas, de facto, não tem nada de lendário... é bem real e de uma simplicidade que merece a nossa atenção e reflexão, como se pode constatar na peça A Escola Cá e Lá.

 

 

 

in Grande Reportagem da jornalista Marta Jorge, com imagem de Carlos Pinota e Rui Cardoso e edição de Vanessa Brízido, programa da RTP1 Linha da Frente, episódio 28, que foi emitido no dia . Uma equipa de reportagem deslocou-se à Finlândia para ver como funcionam as escolas naquele que é considerado um exemplo da educação na Europa.

 

 

Sobre o sistema educativo da Finlândia

 

 

A educação é gratuita desde o pré-escolar até ao ensino superior.

 

O potencial de cada aluno é maximizado.

 

Os alunos devem sentir alegria e sucesso na aprendizagem.

 

A educação de alunos com necessidades educativas especiais

está inserida no sistema regular de educação.

 

 A administração local da educação é da responsabilidade das autoridades locais

que têm autonomia para delegar o poder de decisão nas escolas.

 

As escolas são de pequena dimensão.

 

Todas as escolas têm autonomia.

 

O ensino privado é praticamente inexistente.

 

 

O tamanho das turmas não está regulamentado

e os docentes e as escolas são livres para determinarem como agrupar os alunos.

 

Os docentes têm autonomia pedagógica,

podendo decidir sobre os métodos de ensino, livros e materiais.

 

As inspeções escolares foram abolidas no início de 1990.

 

O foco regulador baseia-se na auto-avaliação das escolas.

 

A educação pré-escolar é obrigatória para as crianças com 6 anos

e a aprendizagem faz-se brincando.

 

O ensino básico tem início no ano em que a criança completa 7 anos

e dura 9 anos.

 

O ensino básico não está dividido em ciclos.

 

Nos primeiros 6 anos do ensino básico as aulas são geralmente ministradas pelo mesmo professor,

um professor generalista, designado professor de classe.

 

 Nos últimos 3 anos do ensino básico os professores são especialistas da disciplina,

designados professores da matéria.

 

 

O currículo nacional para o ensino básico é determinado pelo Conselho Nacional da Educação

e renovado a cada 10 anos

 

Os docentes elaboram os seus próprios currículos no âmbito do currículo nacional,

havendo espaço para as especificidades locais ou regionais.

 

Não existem exames nacionais nos primeiros 9 anos do sistema.

 

O primeiro exame nacional realiza-se no final do ensino médio.

 

Ao ensino básico de 9 anos

seguem-se 3 anos do ensino médio e/ou a formação profissional.

 

O currículo do ensino médio é desenhado para um período de 3 anos,

mas os alunos podem concluí-lo em 2 a 4.

 

O ensino médio e o ensino profissional estão organizados em estruturas modulares,

não ligadas a anos escolares.

 

Os alunos do ensino médio

podem decidir os horários de estudo individual com ampla liberdade.

 

 

Devido à estrutura modular,

os alunos podem combinar os estudos do ensino médio com os da formação profissional.

 

O ensino médio termina com um exame nacional

que compreende quatro testes obrigatórios.

 

A formação profissional inclui, pelo menos, metade de um ano de aprendizagem prática

nos locais de trabalho.

 

Ser docente

é uma escolha de carreira atrativa na Finlândia.

 

Os docentes são reconhecidos

como a chave para a qualidade na educação.

 

Para lecionar no ensino médio

é requerido o grau de mestre.

 

A formação contínua é obrigatória para os docentes

estando contemplada como cláusula contratual.

 

Os docentes consideram a formação contínua

um privilégio.

 

 

Um outro olhar sobre o sistema educativo finlandês

 

 

 

A escola na Finlândia, com Michael Moore.

 

Leituras recomendadas

 

[Educação Finlandesa em poucas palavras]

Brochura da série A Educação na Finlândia editada pelo Ministério da Educação e da Cultura da Finlândia

 

[O sistema educativo na Finlândia]

in A Página da Educação, nº 159, Ano 15, Agosto/Setembro 2006

 

 

E apesar dos resultados de excelência...

o futuro do sistema educativo finlandês já começou!

 

A partir de Agosto de 2016,

 todos os centros de ensino do país nórdico

começaram a aplicar um método conhecido como phenomenon based learning (PhenoBL)

(aprendizagem baseada em fenómenos).

 

Na educação tradicional os alunos têm aulas de matemática, depois de literatura, depois de ciências..., ou seja,  a aquisição de conhecimentos faz-se estudando isoladamente as diferentes matérias.

Na PhenoBL o ensino está organizado, de forma transdisciplinar, tendo por objeto fenómenos do mundo real transformados em desafios-problema em que o aluno participa ativamente tanto no planeamento, como na pesquisa e na avaliação do processo.

 

Aulas tradicionais são assim substituídas pelo desenvolvimento de projetos temáticos

nos quais os alunos se apropriam do processo de aprendizagem.

 

Adaptado de BBC Mundo, 7 de Dezembro de 2015

 

 

 Agradecemos, desde já, a sua opinião sobre este número - ozarfaxinars@gmail.com

 

 

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